Isto é o que o Brasil pode oferecer ao mundo, esta pobreza sagrada, na qual a pessoa possa voltar à verdade. Pois a verdade não é algo fixo, que exista e ao qual a pessoa tenha algum tipo de acesso a ele, como um banco de dados mortos. Não, não, a verdade é em primeiro lugar algo de sagrado, ligado com Deus, como vemos no sermão do Meister Eckhart sobre o esmiuçamento da frase ‘bem aventurados os pobres de espírito,’ em segundo lugar é algo que ao qual a pessoa VOLTA, uma coisa viva. Isso quer dizer, um movimento, um movimento de regresso, assim ao contrário do que diz a bandeira brasileira, ‘ordem e progresso,’ sem dúvida algo que fazia sentido na época em que foi escrito, quando era um país jovem e que queria ir adiante, mas bem pensado, não era essa a direção que queríamos, finalmente esta frase, ‘ordem e progresso’ se originou num pensador positivista francês, Augusto Conte, criador da sociologia, que cria inocentemente que a ciência nos levaria a um lugar melhor, mas que infelizmente morreu num sanatório para doentes mentais, hoje vemos que o único lugar ao qual podemos confiar um país é um REGRESSO A DEUS, logo a frase correta seria ‘ordem e regresso,’ pois como vimos acima a verdade é um movimento, de volta a si mesmo e a Deus. Este movimento é perfeitamente expresso no sermão do Meister Eckhart, voltando à verdade, o único que podemos considerar como divino é realmente nada querer, nada saber e nada ter, é justamente o que o Brasil pode oferecer ao mundo: a pobreza sagrada, pelo estudo do Meister Eckhart e Dogen Zenji. Logo este site é simplesmente uma celebração desta descoberta básica para os novos Pedros Alvarez Cabrais, que descubram o Brasil, e o que este tem a oferecer ao mundo: ‘TERRA À VISTA!’ viva o Brasil, pois o fato é que nada podemos pegar emprestado à Europa, seria um excesso do qual não temos necessidade, independência ou morte, às margens do Amazonas podemos nos descobrir a nós mesmos, junto com Deus desta vez! Regressando a nós mesmos, numa pobreza sagrada, encontramos tudo que precisamos sem necessidade de empréstimos europeus, pois temos tudo que precisamos, sendo o centro do mundo, com este regresso a nós mesmos. Este é o zen do brasil. A verdade existe, Deus existe, tendo Deus, do que mais necessitaríamos? Não precisaríamos mais ser o país da mendigação, me dá, me dá, me dá um dinheiro aí. Poderíamos ao invés ser o país do excesso, toma aí, toma aí, toma mais um dinheiro aí. Mas como dissemos acima, não existe uma verdade fixa, nem ser dono da verdade, mas a verdade como um retorno à nossa essência de Deus, é uma espécie de vir a ser do regresso a nós mesmos. A verdade exige este esforço no regresso a nós mesmos. Exatamente isto é o tal do zen, cada ser humano tem esta essência da divindade dentro de si. Que tal uma pequena excursão em busca deste tesouro inesgotável? É o tesouro de si mesmo, vários textos serão apresentados aqui, procurando orientar nesta busca incansável pelo que já temos. Mas espere lá, alguém podia dizer, se já temos isto, somos já nós mesmos, por que temos necessidade de buscar isto? Porque não o manifestamos ainda, somente pela prática podemos manifestar esta possessão das possessões internas, todos gostariam de entrar aqui, mas é impossível o acesso. A prática e a realização são uma só coisa. Logo é através do treinamento que atingimos este não querer, não ter, e não saber descritos acima no excelente sermão do Meister Eckhart. No finzinho do sermão diz o Meister: ‘Se não compreenderem isto não se preocupem pois esta é uma verdade de tal ordem, que muito poucos a compreenderão.’ Mas eu digo, o problema é: ‘O que acontece se alguém o compreende?’ Aí o céu se racha ao meio e com certeza vai querer proclamar isso aos quatro ventos e fundar um novo país, como Santo Agostinho, ‘A Cidade de Deus’ e dizer ao Meister Eckhart, ‘Leve suas verdades consigo, pois aqui já estamos lotados!’ Portanto, isso é exatamente o que o Brasil pode oferecer ao mundo, um espaço de pobreza sagrada, onde poderia existir este estado, de volta para nós mesmos. Vamos oferecer vários aqui neste site vários textos que poderiam indicar este retorno a nós mesmos, textos achados dentro do zen budismo, dentro do cristianismo, como este texto do Meister Eckhart sobre a pobreza sagrada, que foram todos os frutos das pesquisas incansáveis do Tokuda Sensei, este sim, quem transmitiu esta possibilidade a nós brasileiros, por toda sua preciosa vida.
Pois ninguém pode duvidar que o Brasil seja o país da pobreza, pelo próprio outlook e perfil que o país exibe ao mundo, mas na realidade este é um país verdadeiramente rico, com a segunda maior corrida do ouro, depois da Califórnia, EUA, mas que foi ocultado esta verdade a todos os brasileiros, os fazendo crer que eram miseráveis, com os portugueses furtando todo o ouro encontrado aqui, devido a várias outras circunstâncias de sua evolução, não, somos todos ricos, com esta libertação da consciência advinda da descoberta do que realmente somos, e daqui em diante não precisamos mais tomar emprestado de ‘pensadores europeus,’ como o pobre Augusto Conte, permissão para pensar e realizar por nós mesmos, somos uma fonte infindável de possibilidades e confianças, basta retornar o olhar para dentro do que somos, um país cheio de florestas, águias harpias magníficas, onças, e todas riquezas. Podemos nos tornar doadores para o mundo, que felicidade, poder doar, não receber, e isto tudo com a uma pequena mudança de olhar para o que já temos dentro. A palavra ‘doar’ vem do latim, ‘dono’, só quem é dono pode chegar a doar. Mas sem prática não podemos manifestar tal. A este esforço na prática foi dedicada toda a vida do Tokuda Sensei, que veio até o Brasil, com grande compaixão, sabendo que aqui haveria pessoas talhadas para a realização de si mesmo, pois dizia o Tokuda Sensei: ‘No Brasil tem bambu e onde tem bambu, tem budismo, pois por dentro o bambu é vazio, bem como o Budismo.’ Quem sabe até tivesse sido o Tokuda Sensei que tivesse descoberto o Brasil, ao invés de Pedro Alvarez Cabral?
Portanto, este é site é um local de descobridores do Brasil e desvendadores de si mesmo, mas tem que ir com calma né, um passo de cada vez, para não tropeçarmos e perdemos o Caminho, ao qual tínhamos antes do nascimento de nós mesmos. Como isto é possível? Uai, não foi o Cristo mesmo que disse, ‘Antes que Abraão fosse, eu sou?’ Logo, a prática zen é um regresso, não um progresso, e ali é que descobriremos o país que queremos. Terra à vista, descobrimento do Brasil quer dizer que não precisamos mais pedir pensamentos, ideias, emoções aceitáveis, filmes, livros ou nada mais da Europa, entrando na terra desconhecida de nós mesmos, já está tudo lá, ideias virgens nunca dantes navegadas, nem por Europas, nem por Japões ou Chinas, mas ainda vai levar um pouco de tempo até cozinhar a refeição, hein meus caros.